sexta-feira, 12 de novembro de 2010


Eu não espero que se acostume com meus medos, inseguranças, indecisão e um punhado a mais de defeitos que revela esse meu jeito inconstante, inibido, fechado. Quero que você me conserte (não que eu esteja tããão partida assim, nem que meus defeitos sejam irrelevantes). Que me detenha em seus braços e pouse seus olhos intensos sobre os meus fugitivos e que me diga sem que eu peça, que vai cuidar de mim, que não vai deixar essas lágrimas contidas rolarem. Que gosta de mim do jeito que sou e que é assim que tem que ser. Que não vai medir esforços para que consiga de fato, e que realmente queira, me conquistar. Que seja leve, que seja calmo, sem urgências, pra não ser breve. Cansei das efemeridades da vida...

-L.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer." Martha Medeiros

quarta-feira, 22 de setembro de 2010


" Dizer pra sempre é bem menos do que sentir na carne, querer de verdade. E tem coisas que não vão sumir, você sabe. Tem um lugar em mim que é só teu e nada vai mudar por que é meu, mesmo que agente deixe errado o que agente escolheu." Dance of days- Ao que é bom nessa vida !

terça-feira, 21 de setembro de 2010

"Nós apenas dissemos adeus com palavras. Eu morri umas cem vezes. Você volta pra ela e eu volto... eu volto pra nós." - ( Tradução ) Back to black - Amy Winehouse

domingo, 19 de setembro de 2010


“Você vai me abandonar – repetiu sem som, a boca movendo-se muito perto do fone – e eu nada posso fazer para impedir. Você é o meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-me viva. Você rasga devagar seu pulso para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no prato.” Os dragões não conhecem o paraíso – Caio F.


“Quando penso desse jeito, enumero posições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. Essas coisas todas que decidimos fazer quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo. Então que seja doce. Repito todas as manhãs[...]Mas se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada .”Caio F. – Os Dragões não conhecem o paraíso .


"Ria de mim, mas eu estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo, procuro O Verdadeiro Amor." Caio F. - Os Dragões não conhecem o paraíso - Dama da noite.


"[...] quando olhei pela janela aberta do outro lado do quarto. Então pensei que bastaria uma corrida rápida da porta até a janela, depois um impulso mínimo para jogar meu corpo por ela e plac! [...] não sei por que, a vontade de saltar continua. Mas eu resisto. Não que alguém fosse sentir muita falta minha [...] Eu comecei a enumerar nos dedos quem poderia sentir a minha falta: sobraram dedos." Caio F. - Os Dragões não conhecem o paraíso - Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira de Sanga.

"[...] pensei assim: Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma como precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no posso horrível da solidão absoluta; Da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.” Caio F. – Os Dragões não conhecem o paraíso.

Acredita em destino, vidas que se cruzam ou em qualquer coisa que explique por que algumas pessoas se gostam tanto, combinam tanto, ou o por quê de algumas pessoas se odiarem mesmo sem se conhecer direito? Eu acho que não acredito, não sei, mas de alguma forma, queria saber, quem sabe para agradecer ao acaso, talvez, por ter colocado você ali, num dia comum, em um lugar comum, com pessoas comuns. Eu não sou de criar inimizades, pelo contrário, cultivo e cativo algumas pessoas por aí, mas tem gente que agente sabe que é, e que vai ser diferente...Sinceramente, eu não pensei que você fosse ser. Afinal, eu nem sabia dessas tantas coisas que sei hoje sobre ti, sobre quem és, e sobre tua imensa compatibilidade com o que sou também. Não sei como descobri essa incrível afinidade, mas o que importa é que descobri. Antes eu era quase “sozinha” em um mundo onde ninguém entendia, ou não fazia questão de entender, o que eu falava sobre sentir. E te encontrei, acho, que cansada desse mundo também, cansada dessa gente que não sente, seres apáticos por opção. Festas, bares, rodas de conversa, podem ser muito legais, são legais, mas agente sente falta de essência , de sentimento... sentimos falta da falta de carência. Sim, eu sou carente, e também te acho, não inevitavelmente, mas por escolha. Temos o mesmo medo hoje de nos doarmos, de mergulhar fundo, de entregar o que sentimos, mas por outro lado, tamanho também é o medo de a apatia começar a crescer no coração, e petrificá-lo, tornando-se comum e nos fazendo de pessoas sentimentais e carentes, para pessoas simplesmente indiferentes e frias, meio amargas. Ah querida, isso não há de acontecer, prometo. Ainda acredito, por ver acontecer, não só em filmes, que a pureza de sentimentos não nos levará às trevas, talvez morramos antes (nossa, que pessimismo...não... realista, é.), mas se não morrermos, quem sabe um dia não aparece alguém que sinta de verdade, que não finja ser o que não é e que não fuja, ou que esqueça e simplesmente deixe de lado como qualquer outra coisa sem muita importância isso que sentimos. Sigamos assim, te convido, tomando sorvetes com muitas cerejas (eu gosto assim) ou aqueles bem decorados, bonitinhos, cores, texturas, balas e caldas combinando (eu sei que você adora assim); tomando aquele açaí que vem dos céus (exagerei) com castanha, leite ninho, leite condensado, prestígio, bombom, huuum (Ta agora to me sentindo uma gulosa); ou até mesmo aquele patê de atum com pão ou aquelas malditas pipocas que não cabem na panela e jogam a tampa longe, e não param de estourar, uma tempestade de pipocas( prometo que paro de falar agora em comida, inevitável). Mas é que isso me lembra tanto você, assim como: Sessões de filmes maravilhosas que agente jura ser melhor até do que sair (Nerd pra terra, câmbio), o que inclui a Carol, claro, não poderia deixar de falar nela, uma gracinha, nos acompanhando sempre bem; Livros, textos, trechos, autores, músicas... Isso me lembra muito você, nosso gosto tão parecido... É, menos de um ano, quase um, e algumas boas histórias pra contar não é? E apesar dos pesares, vivemos incompletas, insatisfeitas, mas felizes, pelo menos um pouco. Então que sigamos assim, teremos muitos momentos felizes ainda, muitos sabores, muitos cheiros, muitos livros, muitos filmes, muita música, muitos sorrisos, muitas lágrimas. Mas é melhor acreditar em coisas boas, não nos iludir, mas não nos custa nada acreditar porque ninguém sabe o que vai acontecer nem daqui a um segundo, então por que não acreditar em coisas boas? Segue comigo, se precisar sabe onde me encontrar, se quiser distância também respeitarei. Mas segue independente daqueles que te fazem chorar, eles não merecem, ainda que inevitáveis, nossas lágrimas.Segue, "porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também." . E acredite, odeio ouvir/dizer isso, mas tudo passa. “E exigimos o eterno do perecível, Loucos” Caio F. E sempre, sempre, sempre que precisar de alguém que te ouça, que simplesmente te ouça, que não questione, que não interfira, que nem responda se quiser, mas que entenda cada linha e entrelinha do que diga ou sinta, então estarei aqui. Sinceramente. Liz.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Eu queria te escrever. Embora não saiba exatamente o quê. Quem sabe te contar que não tenho comido, mas que o café já acabou. Que não tenho sentido muito aquelas borboletas do início, em compensação tuas palavras ainda ardem em meu peito, minha face. Não houve lágrimas, também não houve sorrisos. Não houve gritos, mas silêncios também machucam.
É que eu sou isso tudo que te disse desde o início, e você não acreditou. Queres que eu seja menos dramática, consequentemente serei menos poética. Te expliquei que poesia e dramaticidade fazem parte de um todo só: eu = sensibilidade. Tanto o humor, que você aprecia, quanto a poesia que eu aprecio, nascem do exagero, dos excessos.
O amor também, nasce e morre dos excessos. Nasce do excesso da falta. E morre do mesmo mal.

-do blog : ela faz rimas , ele o café.


sábado, 14 de agosto de 2010


" e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os travesseiros como se fossem o corpo dele, e chorava e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

"Seu coração estava em pedaços ,mas ainda não parara de bater."

E estava mais uma vez absorta , inerte na atmosfera, impregnada pelo cheiro de insenso , do seu quarto .Os pensamentos eram promiscuos. Os olhos permaneciam cerrados, assim como os punhos .Sentia raiva de si .Não entendia por que agia ,ou reagia ,daquela maneira ,afinal ja estava acostumada com "amores efêmeros" , estava cansada deles. Mas insistia ,de forma desesperada ,em suprir o emocional abalado com dores físicas .Se atirava com força nas paredes. Sentiu mais uma vez uma onda de "auto-ódio" percorrer seu corpo. Abriu os olhos e percebeu que os mesmo estavam inundados. Enxugou as lágrimas. Levantou. Sorriu. E decidiu que dali pra frente aceitaria que "amores efêmeros" não mereciam dores prolixas , ainda que as causassem. E no fundo ela sabia que realmente seria assim ... Até se apaixonar novamente e , refazer as promessas pra si mesma. As mesmas promessas de sempre. Afinal , seu coração estava em pedaços ,mas ainda não parara de bater.

-L.

quinta-feira, 29 de julho de 2010



"Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "
(Caio Fernando Abreu.)

- é verdade , o que tenho é seu e me contento com tantas migalhas , e quando não as tenho , sinto falta também ,na verdade eu sempre me atiro aos braços de quem as oferece , e não vejo um fim pra isso . Triste ? Sim , mas inevitável . É Caio , seus textos me completam .

L.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Desculpe-me o glamour, mas romantismo é essencial, mesmo que seja simples, que seja doce.


Eu quero mesmo é a chapinha desfeita, a maquiagem indo por água abaixo, desde que seja por estar na chuva, com você.Adoraria aquelas olheiras, enormes, que dá até medo de olhar no espelho, se fosse por ter ficado a noite inteira acordada, não te vendo dormir, por que isso é clichê demais, mas por não conseguir dormir, por medo de acordar, e você não estar mais ali. Queria muito aquele chocolate do bar da esquina, aquele que você comprou com as últimas moedas do bolso, mas com a intenção de me arrancar um sorriso.Gostaria tanto daquelas florzinhas que nascem em qualquer cantinho, arrancadas e escondidas com as mãos atrás do corpo, e de repente, nossa, como elas vieram parar no meu cabelo?!Desculpe-me o glamour, mas romantismo é essencial, mesmo que seja simples, que seja doce.Por que eu poderia ter tudo, mas se não tivesse você, perderia a graça.

-L.

quinta-feira, 10 de junho de 2010


Pode ser até que você seja mesmo bom pra mim , mas meu coração está tão acostumado com decepções e desilusões que , não me surpreenderia se você sorrisse com uma expressão até normal no rosto e disesse : " você acredita mesmo em amor ? " , ou num gesto mais sutil , sumisse , e de forma delicada e , não menos dolorosa , apagasse cada sentimento no qual fiz questão de acreditar . E eu me pegaria novamente , e sem surpresa deitada na cama , lendo um livro , pensando em como preencher o vazio , novamente .
Tudo bem , eu posso até ser pessimista, não nego , vai ver que você seja mesmo bom pra mim , não desacredito , eu só não suporto a idéia de estar me apaixonando mesmo sabendo que isso ja aconteceu tantas vezes , e todas essas vezes eu acreditei .

- L.


terça-feira, 11 de maio de 2010

"Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto."


"Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto." Caio Fernando Abreu

É exatamente assim , que esses intervalos vazios de tempo ,que eu chamo de dia , me fazem sentir . Como uma fruta , esquecida , putrefata , nada atrativa aos olhos alheios . Só , somente , só .

domingo, 9 de maio de 2010

ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la.



"[...]Por causa disso, apesar de tudo que posso viver, fazer, descobrir, nada tem sentido. Espero que este tempo passe rápido, para que eu possa voltar à busca de mim mesma - encontrando um homem que me entenda, que não me faça sofrer.
Mas que bobagem é essa que estou dizendo? No amor, ninguém pode machucar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens pelos quais me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la. [...]"


Onze Minutos - Paulo Coelho

Amor é, por fim, o que só você entende




"[...]E chega o tempo em que finalmente se aceita que o verdadeiro amor não é aquele que necessariamente se concretizou de verdade; o amor da sua vida não é aquele que fica a vida toda por toda a sua vida; o amor que importa em sua existência é o que você sente por aquela só pessoa, por tanto tempo, anos e dias sem jamais pensar que desperdiçou um segundo sequer de sua vida. Amor é escolher sentir saudade. Amor é, por fim, o que só você entende ... "

-Ivanúcia Lopes

sábado, 8 de maio de 2010

quando me deito e não tenho com quem sonhar .


Por que quando a incerteza fazia parte dos meus dias , eu não tinha um limite pra sonhar , tudo era possível , uma vez que eu não sabia o que não era , e isso me dava asas pra ter esperanças de coisas boas , mesmo que elas não acontecessem , eu acreditava, e por isso elas eram bonitas para mim . E hoje já não faz sentido esperar por nada, por que não existe mais ilusões nesse meu coração masoquista , que prefere sofrer do que não ter pra onde ir . Não que eu seja apaixonada pelo sofrimento , é que eu simplismente me acostumei com a idéia de que viver sem ter amor , não é viver , e por isso sinto um enorme vazio quando me deito e não tenho com quem sonhar ...