"Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer." Martha Medeiros
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010

“Você vai me abandonar – repetiu sem som, a boca movendo-se muito perto do fone – e eu nada posso fazer para impedir. Você é o meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-me viva. Você rasga devagar seu pulso para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no prato.” Os dragões não conhecem o paraíso – Caio F.

“Quando penso desse jeito, enumero posições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. Essas coisas todas que decidimos fazer quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo. Então que seja doce. Repito todas as manhãs[...]Mas se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada .”Caio F. – Os Dragões não conhecem o paraíso .

"[...] quando olhei pela janela aberta do outro lado do quarto. Então pensei que bastaria uma corrida rápida da porta até a janela, depois um impulso mínimo para jogar meu corpo por ela e plac! [...] não sei por que, a vontade de saltar continua. Mas eu resisto. Não que alguém fosse sentir muita falta minha [...] Eu comecei a enumerar nos dedos quem poderia sentir a minha falta: sobraram dedos." Caio F. - Os Dragões não conhecem o paraíso - Uma praiazinha de areia bem clara, ali, na beira de Sanga.
Acredita em destino, vidas que se cruzam ou em qualquer coisa que explique por que algumas pessoas se gostam tanto, combinam tanto, ou o por quê de algumas pessoas se odiarem mesmo sem se conhecer direito? Eu acho que não acredito, não sei, mas de alguma forma, queria saber, quem sabe para agradecer ao acaso, talvez, por ter colocado você ali, num dia comum, em um lugar comum, com pessoas comuns. Eu não sou de criar inimizades, pelo contrário, cultivo e cativo algumas pessoas por aí, mas tem gente que agente sabe que é, e que vai ser diferente...Sinceramente, eu não pensei que você fosse ser. Afinal, eu nem sabia dessas tantas coisas que sei hoje sobre ti, sobre quem és, e sobre tua imensa compatibilidade com o que sou também. Não sei como descobri essa incrível afinidade, mas o que importa é que descobri. Antes eu era quase “sozinha” em um mundo onde ninguém entendia, ou não fazia questão de entender, o que eu falava sobre sentir. E te encontrei, acho, que cansada desse mundo também, cansada dessa gente que não sente, seres apáticos por opção. Festas, bares, rodas de conversa, podem ser muito legais, são legais, mas agente sente falta de essência , de sentimento... sentimos falta da falta de carência. Sim, eu sou carente, e também te acho, não inevitavelmente, mas por escolha. Temos o mesmo medo hoje de nos doarmos, de mergulhar fundo, de entregar o que sentimos, mas por outro lado, tamanho também é o medo de a apatia começar a crescer no coração, e petrificá-lo, tornando-se comum e nos fazendo de pessoas sentimentais e carentes, para pessoas simplesmente indiferentes e frias, meio amargas. Ah querida, isso não há de acontecer, prometo. Ainda acredito, por ver acontecer, não só em filmes, que a pureza de sentimentos não nos levará às trevas, talvez morramos antes (nossa, que pessimismo...não... realista, é.), mas se não morrermos, quem sabe um dia não aparece alguém que sinta de verdade, que não finja ser o que não é e que não fuja, ou que esqueça e simplesmente deixe de lado como qualquer outra coisa sem muita importância isso que sentimos. Sigamos assim, te convido, tomando sorvetes com muitas cerejas (eu gosto assim) ou aqueles bem decorados, bonitinhos, cores, texturas, balas e caldas combinando (eu sei que você adora assim); tomando aquele açaí que vem dos céus (exagerei) com castanha, leite ninho, leite condensado, prestígio, bombom, huuum (Ta agora to me sentindo uma gulosa); ou até mesmo aquele patê de atum com pão ou aquelas malditas pipocas que não cabem na panela e jogam a tampa longe, e não param de estourar, uma tempestade de pipocas( prometo que paro de falar agora em comida, inevitável). Mas é que isso me lembra tanto você, assim como: Sessões de filmes maravilhosas que agente jura ser melhor até do que sair (Nerd pra terra, câmbio), o que inclui a Carol, claro, não poderia deixar de falar nela, uma gracinha, nos acompanhando sempre bem; Livros, textos, trechos, autores, músicas... Isso me lembra muito você, nosso gosto tão parecido... É, menos de um ano, quase um, e algumas boas histórias pra contar não é? E apesar dos pesares, vivemos incompletas, insatisfeitas, mas felizes, pelo menos um pouco. Então que sigamos assim, teremos muitos momentos felizes ainda, muitos sabores, muitos cheiros, muitos livros, muitos filmes, muita música, muitos sorrisos, muitas lágrimas. Mas é melhor acreditar em coisas boas, não nos iludir, mas não nos custa nada acreditar porque ninguém sabe o que vai acontecer nem daqui a um segundo, então por que não acreditar em coisas boas? Segue comigo, se precisar sabe onde me encontrar, se quiser distância também respeitarei. Mas segue independente daqueles que te fazem chorar, eles não merecem, ainda que inevitáveis, nossas lágrimas.Segue, "porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também." . E acredite, odeio ouvir/dizer isso, mas tudo passa. “E exigimos o eterno do perecível, Loucos” Caio F. E sempre, sempre, sempre que precisar de alguém que te ouça, que simplesmente te ouça, que não questione, que não interfira, que nem responda se quiser, mas que entenda cada linha e entrelinha do que diga ou sinta, então estarei aqui. Sinceramente. Liz.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Eu queria te escrever. Embora não saiba exatamente o quê. Quem sabe te contar que não tenho comido, mas que o café já acabou. Que não tenho sentido muito aquelas borboletas do início, em compensação tuas palavras ainda ardem em meu peito, minha face. Não houve lágrimas, também não houve sorrisos. Não houve gritos, mas silêncios também machucam.
É que eu sou isso tudo que te disse desde o início, e você não acreditou. Queres que eu seja menos dramática, consequentemente serei menos poética. Te expliquei que poesia e dramaticidade fazem parte de um todo só: eu = sensibilidade. Tanto o humor, que você aprecia, quanto a poesia que eu aprecio, nascem do exagero, dos excessos.
O amor também, nasce e morre dos excessos. Nasce do excesso da falta. E morre do mesmo mal.
-do blog : ela faz rimas , ele o café.
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