E estava mais uma vez absorta , inerte na atmosfera, impregnada pelo cheiro de insenso , do seu quarto .Os pensamentos eram promiscuos. Os olhos permaneciam cerrados, assim como os punhos .Sentia raiva de si .Não entendia por que agia ,ou reagia ,daquela maneira ,afinal ja estava acostumada com "amores efêmeros" , estava cansada deles. Mas insistia ,de forma desesperada ,em suprir o emocional abalado com dores físicas .Se atirava com força nas paredes. Sentiu mais uma vez uma onda de "auto-ódio" percorrer seu corpo. Abriu os olhos e percebeu que os mesmo estavam inundados. Enxugou as lágrimas. Levantou. Sorriu. E decidiu que dali pra frente aceitaria que "amores efêmeros" não mereciam dores prolixas , ainda que as causassem. E no fundo ela sabia que realmente seria assim ... Até se apaixonar novamente e , refazer as promessas pra si mesma. As mesmas promessas de sempre. Afinal , seu coração estava em pedaços ,mas ainda não parara de bater.-L.
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